Quantos mais terão que morrer?

 

Monção beneficiou com as novas entradas de acesso ao centro histórico e outras direcções do casco urbano, mas…o desordenado progresso por vezes, trás consigo, amargos de boca e por essa razão e devido à falta de fiscalização na sua orientação durante a respectiva construção, hoje, estamos a pagar caro a factura desse alheamento!..

 

Aquando da sua requalificação, não se tomaram medidas de segurança e bem-estar, tais como; “lombas” as tão necessárias como imprescindíveis “lombas”, colocadas em pontos estratégicos ao longo da via, as quais e sem grandes demoras, obrigam o condutor que pretenda utilizar aquele percurso, a moderar e ponderar seus ímpetos de “Ás” do pedal, evitando deste modo, o acidente e com “ele” (acidente) o luto, a consternação, o desespero, a saudade a que temos assistido impávidos e serenos, desde a sua utilização. Ainda há bem pouco tempo na (antiga, que vergonha não termos nomes para dar) Estrada dos Arcos, para mim, monçanense que se preza, Avenida de St.º Isidro, com dois estabelecimentos de ensino secundário a funcionar de dia e de noite, com o Centro de Saúde a laborar 24H00 ininterruptas, com a via acentuadamente desnivelada e por essa razão, perigosa, difícil devido ao intenso trânsito registado, constitui, sem dúvida uma ameaça constante, pela falta de visibilidade, de sinalização luminosa nocturna, a prevenir o acidente embora, haja meia dúzia de pequenas e já gastas (quase nulas) “lombinhas” que, de tão reles material, pouco se nota o contacto do rodado do carro na sua ultrapassagem, não houve o cuidado, o discernimento de em locais mais emblemáticos desse trajecto, uma iluminação mais forte, mais activa e eficaz.
Conclusão: para já, uma vida desperdiçada inutilmente, uma família a lamentar (e que lamento, meu Deus!..) a perda de um ente querido e que Monção estimava, principalmente, estudantes que a conheciam, havendo, no entanto, outros pequenos incidentes que, não chegam ao conhecimento geral. Se perguntar não ofende: se existissem “lombas” bem acentuadas, visíveis, com reflectores luminosos no pavimento, em ambas as “faixa” e a partir do Centro de Saúde, teria acontecido? Bem sei, que este acidente não no sentido que expus, mas se dúvidas houver, vamos pôr então, no sentido inverso; se ao chegarmos à rua, que julgo ser das Barreiras (cá está a dificuldade de identificação de nomes das ruas) ali mesmo, onde começa a Escola Profissional (EPRAMI) começassem as ditas cujas, com espaços curtos entre “elas” teria acontecido? Isto é de bradar aos céus!..


 

Em obras recentemente concluídas, com gente que se quer moderna, competente e para a frentex, amiga da sua terra e insubstituíveis, deixam que as coisas mais elementares e previsíveis aconteçam? Ou houve esquecimento ou de tacto? Mas há mais!..Então na Avenida da Boavista (nesta e felizmente, o bom povo de Monção, teve a iniciativa de lhe dar nome, já não é antiga de Valença) é uma verdadeira pista de competição!..Ali, é de deitar as mãos à cabeça, de tão cobiçado se torna a recta que à nossa frente se depara, sem obstáculos, sem sinalização, sem as tão almejadas e incomodativas (para alguns, claro!..) “lombas”, ali sim. Vale a pena mostrar que, se o carro tem rodas, é mesmo para voar, ou não será? É que também nesta, há para lamentar, uma vida perdida, na juventude de sua existência, uma flor que murchou e que mais uma família teve que vestir de “negro” e chorar de “raiva” e saudade, quando, “talvez”, podia ter evitado este triste sofrimento, não acham? Tudo isto se passa à vista de toda a gente, nesta terra de brandes e temeratos costumes, todos se conformam, deitando culpas ao cruel destino, ao acaso, à má sorte em que fizeram acreditar, ao tinha que acontecer e assim se perdem vidas que, meditando bem e sem complexos, algo está errado e nestes acontecimentos verificados, há sempre quem tenha de justificar, o porquê, destas coisas que de tão evidentes…

Infelizmente, há mais a lamentar e a Avenida de S. Pedro (outro nome que fica, como sendo) não foge ao descalabro, à rotina que desde há muito nos impõe e subjugam, esta, ainda mais acentuada, com um declive algo perigosa e precipitada, tendo já havido alguns pequenos, grandes sustos, mas…não havendo a lamentar ainda, casos funestos, qualquer dia, acontece mesmo, porque além de existir escolas na envolvência, há, as pessoas de idade que vindas dos lugares, pertencentes à vila, que ficam para lá da Estrada Nacional e ainda, das urbanizações que por ali proliferam e lugares contíguos, utilizam esta via para melhor e mais rápido chegarem ao Banco, repartição de finanças, correios, à igreja, etc., e não têm nenhuma defesa para se resguardarem. Nesta nova e muito sobrecarregada via, não há sinalização nenhuma que, evite o acidente, ou previna o automobilista dos perigos e dificuldades com que se tem de deparar.
 

Não existe as tais reclamadas “lombas”, as passadeiras, distanciadas umas das outras e em sítios desconexos, falta de luz em locais de grande azáfama, etc. Não era de prever quando de suas construções, que era imperativo incluir no projecto todos estes pormenores elementaríssimos? Tudo isto, não acontece em qualquer terra, minimamente civilizada? Então porque não em Monção? Que mal fizeram os monçanenses, para serem tão mal tratados e desprezados, ao ponto de não lhes garantirem mínimo de segurança rodoviária? Então só há dinheiro para inaugurações, digressões e outras animações (até rima e é verdade) e não há o “vil metal” para estas coisas, a que o povo (sempre o mesmo) tem absoluto direito? É desta forma injusta e descuidada que trata esta gente, que paga as suas contribuições, os seus deveres cívicos, que só são lembrados em alturas de eleições e então, não faltam “beijinhos” e outros carinhos, aos “anjinhos” que nas “urnas” vão depositar o voto, que dá acesso ao “poleiro” dos fazedores de promessas? Pobre gente!..que vai nessa!..Ah!.. Já me ia esquecendo!..É que, e finalmente, tenho um elogio a fazer (todos sabem que não sou bajulador e por isso…) é que, na Avenida da Saudade (isto é uma vergonha, por esta razão, bater sempre no mesmo, Antiga Estrada de Melgaço), ali sim!..E ainda bem, (com certeza não foi o mesmo, projectista das outras), porque nesse trajecto existem várias “lombas” e bem vincadas e sinalizadas, no entanto, ao contrário das outras mencionadas, esta é uma recta, sim, mas sem grandes problemas, sem grande movimento, sem desníveis acentuados, enfim…é preciso deslindar este enigma…No entanto os meus calorosos parabéns!..

 
Agora só peço e por favor não se esqueçam de, passarem pelas Avenidas de S. Isidro, Boavista e de S. Pedro e já agora, que estamos com a mão na massa, uma vez que é perto destas, pela “Quinta da Oliveira” (como identifica-la, se não tem nome real?) e verificarem “in loco” a bagunça que lá reina, OK? Vamos aguardar um pouco de disponibilidade (eu sei que é difícil, há outros assuntos mais importantes, mas…) dos responsáveis desta “coutada”, com fé e esperança, porque são as últimas a perder. Vamos então ter fé!..Às famílias enlutadas destas duas vítimas do infortúnio, este jornal e eu, Adão Dantas Rodrigues, os nossos sinceros sentimentos. Paz às suas almas!..
E pronto, vou terminar ciente do dever cumprido e como sempre digo e defendo, por Monção e suas gentes, tudo de bom!..