VALENÇA DO MINHO CITY

                                             

 

O contrabando deixou de existir, mas a sua cultura, deixou resquícios na mente dos que por aqui ficaram: “o bando do contra “.

O bando do contra, produz efeitos concretos, visíveis e não é difícil encontrá-los depois de senti-los.

Quanta ignorância e medo ( re) produz esta forma de autocracia na alfabetização democrática e no desenvolvimento local?

Quanta ignorância terá que haver para acreditar-mos que durante estes últimos anos, os bando do contra, produziram programas sociais de lixo, neste desenvolvimento local de Valença?

Quanta ignorância terá que haver para acreditar de novo, que sejam capazes de actuar para a sustentabilidade desta nobre “cidade” de Valença”?

Quanta ignorância é precisa para acreditar e ver, que a cultura em Valença é regida pelo decrescimento meio ambiental, social, democrático e político?

Ignorância significa também a falta de pensamento livre, significa voltar-se fantoche de esta ou aquela instituição politica.

O fundamento principal da cultura propriamente dita, seria a de enriquecer interiormente a pessoa, a fim de que logre expressar livremente a sua forma de sentir pessoal, mediante palavras, imagens e acções. Falar de cultura equivale a falar das potencialidades humanas que presidem as inovações, o crescimento sustentável e as sinergias deste habitat humano de Valença.

O ignorante aceita a arrogância do potente, convencido de que o mundo deva ser subdividido em inferiores e superiores. A um demagogo, poder-lhe-á parecer um Rei.

Quem quer ser ignorante não poder ser cidadão, só súbdito. Este súbdito encontrará o seu próprio soberano, ainda que não viva na monarquia. O seu Rei é o que se rege pela prepotência e ao mesmo tempo tira poder da ignorância. É assim que o ignorante deseja converter-se em cortesão do Rei, aceitando toda a infâmia que ele possa cometer, convencido de que ele não serve para nada, descobrindo este “valor” na sua condescendência, e ao receber este favor, o ignorante tornar-se beato na corte, entre pajens, bufões e concubinas.

A mente absorve a demagogia como parte da realidade, e com o tempo, o medo debilita qualquer capacidade autónoma, crítica e reflexiva.

Dentro de um contexto, Valença agora é definida como uma “cidade” democrática. A minha pergunta é: Será possível viver uma democracia sem capacidades de pensar com a própria cabeça e de compreender o que sucede a sério á nossa volta?

Como ambientalista, tenho de fazer notar que a ignorância é uma óptima condição para fazer prosperar o analfabetismo democrático. Para submeter uma população, basta mantê-la na ignorância, porque não existe liberdade sem conhecimento e sem consciência da realidade de SER.

Todo aquele que ignora ou quer ignorar o que sucede socialmente á sua volta, faz parte da “massa”, aos quais os demagogos se dirigem para ser aclamados, admirados e votados.

 

 

Nos próximos meses, toca-nos decidir, escolhendo ser motores de acção, marcando diferença no desenvolvimento local de Cidade ou continuar no ignorante submetimento ao Rei e há sua insustentável corte.

 

Reflexão de um cidadão de Valença.

 

José Morais